Durante
anos e anos e anos convenci-me de que a feminilidade não era vaidade, detestei
e rejeitei a vaidade (afinal, é um pecado. A propósito disso, acho incrível como
hoje em dia ser vaidosa é considerado uma qualidade! É um defeito, a modéstia é
que é uma qualidade! Como as coisas mudam com
o tempo…).
Sempre
olhei para a minha mãe como exemplo de feminilidade sem qualquer vaidade. Nunca
se maquilhou, nunca pintou o cabelo (nem eu, e estou cheia de brancas…), sempre
andou muito simples e eu não consigo imaginar ninguém mais feminina, mas genuinamente
feminina, nos gestos dela, sobretudo na forma como sempre colocou os outros em
primeiro lugar.
Noutro dia, um escritor disse na TV que a mulher é amor, que a
mulher ama tudo à sua volta, e isto é para mim a feminilidade. Mas… olho para
mim, vejo os dias a correrem, olho em volta e penso se isto (me) chega.
